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Menopausa tardia: causas, sintomas e dicas para lidar com ela 

1 Julho 2024

A menopausa tardia não é muito frequente e, por isso, não se fala muito do assunto. Entretanto, em algumas regiões do mundo, se manifesta em mais de 10 % das mulheres (1)

Para saber quando começa a menopausa normalmente, foram estabelecidas as idades médias em diferentes países. Em geral, estima-se que a última menstruação deveria ocorrer entre os 45 e os 55 anos (2)

Assim, se uma mulher parar de menstruar antes dos 45 anos, estamos falando de menopausa precoce. Por outro lado, ela será classificada como «tardia» quando o sangramento continuar após os 55 anos (3)

Possíveis causas da menopausa tardia 

As mulheres que não apresentam ausência de menstruação após os 55 anos tendem a compartilhar algumas características comuns. Entretanto, ainda não está claro por que a menopausa pode se retardar (4). Entre os fatores associados mais frequentes estão os seguintes: 

  • Primero, a genética. O histórico familiar tem influência (5)
  • Segundo, o estilo de vida. Fumar e consumir álcool em excesso são dois hábitos que têm sido associados à menopausa precoce, enquanto a prática regular de exercícios poderia retardá-la (4)
  • Terceiro, o histórico reprodutivo. Mulheres que tiveram várias gestações tendem a entrar na menopausa mais tarde. Também aquelas que usaram contraceptivos hormonais (6)
  • Quarto, a obesidade. O tecido adiposo é hormonalmente ativo. Portanto, as mulheres com sobrepeso ou obesidade tendem a apresentar sua última menstrução mais tarde do que as demais (4)
  • Quinto, as doenças subjacentes. Distúrbios como os problemas da tireoide ou a diabetes podem afetar as funções do útero e dos ovários ao alterar o tempo dos ciclos menstruais (1)

Sintomas e sinais da menopausa tardia 

Menopausa-tardia

Agora, o atraso na chegada da última menstruação é o sinal determinante. Mas, independentemente da idade, os sintomas e sinais não diferem daqueles típicos da menopausa que ocorre entre 45 e 55 anos (2,3). Entre eles, podemos mencionar os seguintes (2,7)

  • Para começar, há os problemas para conciliar o sono. 
  • Também estão, as alterações no estado de ânimo, como irritabilidade, ansiedade ou sintomas depressivos. 
  • Por exemplo a secura vaginal, que causa desconforto durante as relações sexuais. 
  • Para mais, os fogachos, ou seja, episódios repentinos de calor intenso, com sudorese e vermelhidão da pele. 
  • O aumento do risco de doenças cardiovasculares e ósseas devido à redução dos níveis de estrogênio
  • Igualmente, o ganho de peso ou alterações na distribuição da gordura corporal, com acúmulo ao redor do abdômen e nos quadris. 
  • Por último, existe a presença de ciclo menstrual irregular nos meses prévios à última menstruação, com ou sem sangramento intermenstrual. 

Possíveis consequências 

Daquele modo, a menopausa tardia tem as seguintes consequências positivas: 

  • Primeiro, ao ter a ação do estrogênio por mais anos, as mulheres reduzem o risco de sofrer de algumas doenças. Além do mais, elas podem evitar a terapia de reposição hormonal (1)
  • Segundo, a saúde óssea se beneficia. No fim das contas, o atraso na aparição da última menstruação pode reduzir o risco de sofrer de osteoporose (1)
  • Terceiro, o estrogênio tem um efeito cardioprotetor. Portanto, as mulheres com menopausa tardia estão menos expostas a fatores de risco cardiovascular, como o aumento do colesterol (1)

Em contrapartida, deve-se mencionar que o maior tempo de exposição aos hormônios está associado ao aumento do risco de alguns tipos de câncer. Em particular, os de mama, útero e ovários (8)

Como manter uma qualidade de vida boa durante a menopausa tardia

Agora, a menopausa tardia pode desencadear uma série de emoções complexas e sentimentos contraditórios nas mulheres. Conversar com outras da mesma idade que já pararam de menstruar, poderia gerar ansiedade por não estarem no mesmo estágio (9)

Deste modo, o apoio de amigos, familiares e pessoas próximas é de grande ajuda. Existem até mesmo grupos de apoio ao climatério que permitem compartilhar experiências e conhecer situações semelhantes (10)

Por exemplo, a adoção de um estilo de vida saudável também é útil para superar essa fase. Isso inclui ter uma dieta balanceada, fazer exercícios regularmente, dormir o suficiente e evitar o consumo de álcool e tabaco (10)

Desse jeito, diante do aparecimento dos sintomas clássicos da menopausa, muitas mulheres encontram alívio em diversas práticas. Por exemplo, a meditação, o ioga e a terapia cognitiva-comportamental têm se mostrado benéficas para algumas mulheres durante esse estágio de transição (11)

Assim, se você tiver mais de 55 anos e continuar a ter ciclos menstruais, não se preocupe. Você pode esclarecer suas dúvidas sobre a menopausa tardia com um profissional de saúde. Durante uma consulta, você receberá orientações específicas para a sua situação. 

Referências bibliográficas 

1. Vatankhah H, Khalili P, Vatanparast M, Ayoobi F, Esmaeili-Nadimi A, Jamali Z. Prevalence of early and late menopause and its determinants in Rafsanjan cohort study. Sci Rep [Internet]. 2023 [cited 2024 May 08];13(1):1–8. Available from: https://www.nature.com/articles/s41598-023-28526-y 

2. NHS. Overview menopause [Internet]. National Health System 2022 May 17 [cited 2024 May 08]. Available from: https://www.nhs.uk/conditions/menopause/ 

3. Peacock K, Carlson K, Ketvertis KM. Menopause [Internet]. StatPearls Publishing; 2023. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK507826/ 

4. Arinkan SA, Gunacti M. Factors influencing age at natural menopause. J Obstet Gynaecol Res [Internet]. 2021 [cited 2024 May 08];47(3):913–20. Available from: https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jog.14614 

5. Bae H, Lunetta KL, Murabito JM, Andersen SL, Schupf N, Perls T, et al. Genetic associations with age of menopause in familial longevity. Menopause [Internet]. 2019 [cited 2024 May 08];26(10):1204–12. Available from: https://journals.lww.com/menopausejournal/abstract/2019/10000/genetic_associations_with_age_of_menopause_in.19.aspx 

6. Roman Lay AA, do Nascimento CF, Horta BL, Dias Porto Chiavegatto Filho A. Reproductive factors and age at natural menopause: A systematic review and meta-analysis. Maturitas [Internet]. 2020 [cited 2024 May 08];131:57–64. Available from: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378512219304529 

7. NHS. Symptoms menopause [Internet]. National Health System 2022 May 17 [cited 2024 May 08]. Available from: https://www.nhs.uk/conditions/menopause/symptoms/ 

8. Dunneram Y, Greenwood DC, Cade JE. Diet, menopause and the risk of ovarian, endometrial and breast cancer. Proc Nutr Soc [Internet]. 2019 [cited 2024 May 08];78(3):438–48. Available from: https://www.cambridge.org/core/journals/proceedings-of-the-nutrition-society/article/diet-menopause-and-the-risk-of-ovarian-endometrial-and-breast-cancer/4AF83873A97A4EDC72D0E5E4DCAD4F7B 

9. Refaei M, Mardanpour S, Masoumi SZ, Parsa P. Women’s experiences in the transition to menopause: a qualitative research. BMC Womens Health [Internet]. 2022 [cited 2024 May 08];;22(1). Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35219295/ 

10. NHS. Things you can do. Menopause [Internet]. National Health System 2022 May 17 [cited 2024 May 08]. Available from: https://www.nhs.uk/conditions/menopause/things-you-can-do/ 

11. Djapardy V, Panay N. Alternative and non-hormonal treatments to symptoms of menopause. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol [Internet]. 2022 [cited 2024 May 08];81:45–60. Available from: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1521693421001693 

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