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Vaginismo: como funciona isso e como se relaciona com a menopausa?

30 Maio 2022

Durante qualquer etapa da vida, mas especialmente na menopausa, você pode experimentar contrações involuntárias dos músculos que envolvem sua vagina. O que é conhecido como vaginismo, e pode impedir que você faça exames médicos ou até conseguir ter atividade sexual (NHS, 2021).

Mas você pode perguntar por que isso acontece, e por que na menopausa? Embora a resposta seja um pouco complexa, ela pode ser resumida da seguinte forma (Wiginton, 2020):

  • Durante a menopausa, acontecem uma série de mudanças no corpo da mulher, incluindo uma diminuição na produção de estrogênio.
  • Sem este hormônio, pode ocorrer secura vaginal, fraqueza da pele que cobre a vagina, além de outros sintomas.
  • Há também um enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico.
  • Tudo isso pode levar a espasmos vaginais.

Além disso, as mudanças emocionais, a ansiedade e o estresse também contribuem para os espasmos durante as relações íntimas (McEvoy, 2021).

O que, no final, faz com que você preste atenção à menopausa e o vaginismo. É por isso que hoje vamos contar tudo sobre isso, incluindo os sinais, sintomas e principais tratamentos.

Sinais e sintomas do vaginismo

Este desconforto pode ser acompanhado por uma variedade de sinais e sintomas como (Goodman, 2020; Conn, 2022):

  • O coito doloroso ou desconfortável é frequentemente o primeiro sintoma.
  • Esse desconforto, às vezes, pode ser descrito como sensação de queimação ou palpitante.
  • Sensações incômodas também podem acontecer durante os exames ginecológicos e mesmo quando se usa tampões ou copos menstruais.
  • Após algum tempo, a mulher pode ficar com medo de ter relações sexuais ou sentir uma perda de desejo.

É importante notar que os sintomas acima aparecem involuntariamente e em qualquer momento.

Além disso, pode ser acompanhada por sintomas de doenças como vaginite ou outras infecções, que também podem causar vaginismo (Alizadeh, 2019).

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Como pode ser tratado?

Como muitas outras complicações da menopausa, o vaginismo pode ser tratado farmacologicamente ou sem precisar de medicamentos. Estes são descritos abaixo.

Tratamento não-farmacológico

Há algumas medidas importantes que as mulheres com este desconforto podem praticar, por exemplo (NHS, 2021; Daňková, 2019):

  • Aconselhamento emocional e terapia psicossexual.
  • Praticar técnicas de relaxamento, como por exemplo, a atenção plena.
  • Foco sensorial e técnicas de relaxamento para aumentar o desejo sexual durante as relações íntimas.
  • Exercícios para o assoalho pélvico, como os exercícios de Kegel.
  • Treinamento vaginal usando dilatadores vaginais.

Tratamento farmacológico

O uso de medicamentos nesta condição deve ser indicado por um profissional de saúde.

Além disso, tais tratamentos podem ser direcionados às causas desta complicação (alterações hormonais, infecções, entre outras) (Conn, 2022).

Como pode-se prevenir o vaginismo?

Atualmente não há meios eficazes de prevenir essa disfunção, especialmente na menopausa (Hospital Winchester, 2022).

Entretanto, é possível praticar exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico. Os exercícios de Kegel podem ser úteis na prevenção (Sharif, 2017).

Agora você sabe o que é o vaginismo, seus sinais e sintomas. E pode ter uma ideia sobre os tratamentos disponíveis. Então, lembramos a importância de consultar seu médico, que vai ajudar a tratar qualquer fator que possa acontecer durante a menopausa.

Referências bibliográficas 

Alizadeh, A., Farnam, F., Raisi, F., & Parsaeian, M. (2019). Prevalence of and Risk Factors for Genito-Pelvic Pain/Penetration Disorder: A Population-Based Study of Iranian Women. The Journal of Sexual Medicine. https://doi.org/10.1016/j.jsxm.2019.04.019  

Conn, A., & Hodges, K. R. (2022). Genitopelvic pain/penetration disorder – gynecology and Obstetrics. MSD Manual Professional Edition. https://www.msdmanuals.com/professional/gynecology-and-obstetrics/sexual-dysfunction-in-women/genitopelvic-pain-penetration-disorder  

Daňková, K., Machač, Š., Vrzáčková, P., Klapilová, K., Kovář, P., Zábranská, L., Damborská, Z., Wiecek, P., & Vrána, T. (2019). Vaginismus – koho zajímá? https://www.prolekare.cz/casopisy/ceska-gynekologie/2019-3-7/vaginismus-koho-zajima-113053  

Goodman, B. (2020). Vaginismus: Types, causes, symptoms, and treatment. WebMD. https://www.webmd.com/women/guide/vaginismus-causes-symptoms-treatments  

McEvoy, M., McElvaney, R., & Glover, R. (2021). Understanding vaginismus: A Biopsychosocial Perspective. Sexual and Relationship Therapy, 1–22. https://doi.org/10.1080/14681994.2021.2007233  

NHS. (2021). Vaginismus. NHS choices. https://www.nhs.uk/conditions/vaginismus/  

Sharif, H., Puppo, V. & El Fekih, M. (2017). Importance of Kegel Exercises for Male and Female Sexuality and Prevention of Vaginismus. The Journal of Sexual Medicine, 14(5). e340. doi:10.1016/j.jsxm.2017.04.604  

Wiginton, K. (2020). Painful sex during menopause: What to know. WebMD. https://www.webmd.com/menopause/painful-sex-menopause  

Winchester Hospital. (2022). Vaginismus. Winchester Hospital. https://www.winchesterhospital.org/health-library/article?id=96850   

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